Este blog foi criado para apoio e arquivo das aulas de Cidadania e Profissionalidade - área de competência dos cursos de Educação e Formação de Adultos. Inclui vários documentos de trabalho bem como trabalhos de alunos da Escola Sec c/ 3º ciclo Ferreira Dias.
Nota: no rodapé do blog é possivel o download dos documentos em word.
- Formadora: Margarida Gomes
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Campanhas anti-discriminação

Trabalhos realizados pelos formandos S7. Escola Sec. Ferreira Dias. 2011
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terça-feira, 15 de março de 2011

O direito à não discriminação

Artigo 13º do Tratado da UE
o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao
Parlamento Europeu, pode tomar as medidas necessárias para combater a discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.

Artigo 21.o CARTA DOS DIREITOS FUNDAMENTAISDA UNIÃO EUROPEIA
Não discriminação
1. É proibida a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual.
2. No âmbito de aplicação do Tratado que institui a Comunidade Europeia e do Tratado da União Europeia, e sem prejuízo das disposições especiais destes Tratados, é proibida toda a discriminação em razão da nacionalidade.

Muito foi conseguido, muito há para fazer
Muito foi conseguido no curto espaço de tempo desde que os Estados-Membros chegaram a um consenso quanto à necessidade de uma acção concertada no plano europeu para combater a discriminação em razão da raça ou da origem étnica, da religião ou crença, da idade, da deficiência e da orientação sexual. As acções neste domínio tiveram por base a experiência considerável adquirida pela UE na abordagem da discriminação em razão do sexo.
A legislação europeia mais coerente e vocacionada para os direitos, veio reforçar significativamente o nível de protecção contra a discriminação em toda a União Europeia (EU).
Não obstante,é importante também ter presente que a legislação é apenas um dos instrumentos para combater a discriminação. São necessários esforços e acções permanentes para mudar atitudes e comportamentos, a fim de apoiar a legislação com medidas concretas.

A discriminação continua a ser uma realidade quotidiana para milhões de cidadãos que vivem e trabalham na UE.
Acresce que novos desafios emergiram desde a adopção dos actuais instrumentos de combate à discriminação a nível europeu. Entre estes desafios contam-se o alargamento da UE, muito particularmente a necessidade de intensificar esforços para dar resposta à situação do povo cigano e de outras minorias étnicas.

A política antidiscriminação constitui uma importante parte da abordagem comunitária em matéria de imigração, inclusão, inserção e emprego. Ao clarificar direitos e obrigações e ao realçar os benefícios da diversidade numa sociedade multicultural, poderá contribuir para orientar um processo de mudança assente no respeito mútuo entre as minorias étnicas, os migrantes e as sociedades que os acolhem.
A política antidiscriminação deve apoiar esforços para combater toda e qualquer forma de racismo e xenofobia, incluindo as recentes manifestações de antisemitismo e islamofobia.

Odile Quintin, Director-Geral do Emprego e Assuntos Sociais, Comissão Europeia. L I V R O  V E R D E  sobre a Igualdade e combate à discriminação na União Europeia alargada. (adaptado)
Como Combater a discriminação

Na sequência do Livro Verde sobre “Igualdade e combate à discriminação na União Europeia (UE) alargada”, a Comissão propõe uma estratégia que visa promover de forma positiva e activa o combate à discriminação e a igualdade de oportunidades para todos. Um dos objectivos principais desta estratégia é garantir uma protecção jurídica eficaz contra a discriminação no território da União, assegurando que todos os Estados-Membros transponham plenamente a legislação comunitária na matéria.

Este texto incentiva igualmente a adopção de medidas complementares como a difusão de informação, a realização de campanhas de sensibilização, a partilha de experiências, a formação e o acesso à justiça.
A promoção do combate às discriminações e construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde se valorize a Não Discriminação e se promove a Diversidade, deve alicerçar-se em:

Direitos
· Sensibilizar para o direito à igualdade e à não discriminação, assim como para a problemática das discriminações múltiplas.
· Todas as pessoas têm direito à igualdade de tratamento, independentemente do sexo, origem étnica ou racial, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.
·Permitir às populações expostas à discriminação conhecerem melhor os seus direitos e a legislação europeia existente em matéria de não discriminação.
· Criar uma dinâmica capaz de apoiar os esforços dos Estados Membros para aplicar a legislação comunitária em matéria de Igualdade e Não Discriminação.

Representação
· Sensibilizar para os benefícios de uma sociedade justa e coesa onde exista igualdade de oportunidades para todos e todas. Tal implica lutar contra as barreiras à participação na sociedade e promover um clima no qual a diversidadeda Europa seja encarada como uma fonte de vitalidade socioeconómica.

Reconhecimento
· Facilitar e celebrar a diversidade e a igualdade.
· Salientar- o contributo positivo que as pessoas, independentemente do sexo, origem racial ou étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual, podem dar à sociedade como um todo, em particular acentuando os benefícios da diversidade.

Respeito
· Promover o respeito pela diversidade, com incentivo para a educação para os direitos e para a cidadania.
· Sensibilizar para a importância de eliminar estereótipos, preconceitos e a violência, de promover boas relações entre todos os membros da sociedade, em particular os jovens, e de fomentar e divulgar os valores subjacentes ao combate à discriminação

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TRABALHO EM GRUPO
Apresente ao grupo um caso de discriminação que conheça
Com base nos documentos da União Europeia pense em 3 campanhas de sensibilização para a questão da não discriminação .
Seleccione as 3 temáticas a partir das  causas da discriminação identificadas no Artigo 21.o CARTA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA UNIÃO EUROPEIA

terça-feira, 1 de março de 2011

Sobre Património e multiculturalidade

- A Serra de Sintra é um exemplo de Património Cultural Mundial, classificado pela Unesco.
- A sua classificação contribui para a valorização cultural e identidade da cultura portuguesa.
Catarina; Mónica: Rita; Roquisana

- Os bens patrimoniais da Unesco são Património Comum da Humanidade.
- O conhecimento doPatrimónio ajuda a valorizar a cultura de um povo e a aumentar a tolerância pela multiculturalidade
Miguel; Célia; Alzira; António; Claudina

- O Património caracteriza a identidade de um país
- Sendo o Património considerado um bem comum, a responsabilidade da sua preservação é global.
Joaquim;Céu; Nuelma; Olides.

- O Património é um bem comum que deve ser preservado (também) pelo Estado
-O património material e imaterial contribuem para a o aprofundamento da identidade e a valorização cultural
Claudio, Anildo; Nilton; Ricardo

Turma S7. Escola Ferreira Dias. 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fado , candidato a património imaterial da Humanidade

DO FADO CANDIDATO A PATRIMÓNIO CULTURAL DA HUMANIDADE
À VITALIDADE DO GRUPO “DEOLINDA”
Fevereiro 11 2011

Neste ano o Fado vai ser apreciado na UNESCO como candidato a ser classificado como Património Imaterial da Humanidade. Rui Vieira Néry, ilustre musicólogo, liderou este ambicioso projecto. Em Setembro saberemos o resultado destas meritórias diligências científicas e diplomáticas em prol da Cultura Portuguesa. No tempo do Estado Novo houve duas figuras que muito prestigiaram Portugal no exterior: Amália Rodrigues e Eusébio da Silva Ferreira. Nos nossos dias com a Globalização já muitos portugueses se destacam no estrangeiro pelos seus relevantes contributos em várias áreas da Cultura, da Ciência, da Política, do Desporto, etc.



O grupo “Deolinda” tem sido um sopro de vitalidade acústica, que homenageando o fado lisboeta e a cultura portuguesa, tem sabido comover o público português e estrangeiro, bem como grande parte da crítica internacional em particular o periódico “Sunday Times” que lhe tem dado um destaque extraordinário.


Este grupo, que se formou em 2006, tem um reportório ecléctico de músicas que receberam a influência de vários estilos musicais e, ao mesmo tempo, veicula letras de intervenção social na esteira de José Afonso e de Sérgio Godinho nesta época de grande preocupação colectiva. A canção “Parva que sou” estreada no início deste ano, nos Coliseus de Lisboa e do Porto, tem-se tornado um hino da geração dos “jovens trabalhadores precários”.

A imensa criatividade artística associada aos conteúdos de sátira social e a linhas melódicas inspiradas no fado, na rembetika grega, na música ranchera mexicana, no samba, na música havaiana e no jazz tem dado a este grupo e aos seus protagonistas (Ana Bacalhau, Pedro da Silva Martins, Zé Pedro Leitão e Luís José Martins uma projecção internacional com algumas digressões que já fizeram pelo país e pela Europa. Esperamos que este sopro de vitalidade musical portuguesa possa despertar a comunidade internacional para a relevância patrimonial do fado português, de forma a recebermos boas notícias da UNESCO em Setembro deste ano.



Reportagem RTP 2008-06-21

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Diversidade Cultural e Património Cultural Imaterial

Diversidade Cultural
A diversidade cultural é tema central da UNESCO desde o seu início há 60 anos. São vários os instrumentos normativos que, desde 1950, se relacionam com o tema da diversidade cultural, embora só em 2001 o conceito tenha sido explicitado com a adopção da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, onde é caracterizada como património comum da humanidade, garante do pluralismo cultural e factor de desenvolvimento das sociedades.


A Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adoptada a 18 de Outubro de 2005, reforçou a ideia anteriormente manifestada de que a diversidade cultural constitui uma herança comum da humanidade e que a sua salvaguarda deve constituir um imperativo ético, inseparável do respeito pela dignidade humana. Esta Convenção apoia o desenvolvimento de políticas de protecção e promoção de actividades culturais, bem como manifestações artísticas locais.

Património Cultural Imaterial
Após a adopção da Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural, em 1972, alguns Estados-membros manifestaram interesse em ver criado um instrumento de protecção do património imaterial. Assim, a UNESCO viria a adoptar, em 1989, a Recomendação para a Salvaguarda da Cultura Tradicional e do Folclore. Na sequência desta Recomendação, a UNESCO lançou um conjunto de iniciativas dentro deste âmbito: Tesouros Humanos Vivos; Línguas em Perigo no Mundo; Música Tradicional.

Em 1999, o Conselho Executivo da Organização decidiu criar uma distinção internacional intitulada "
Proclamação das Obras Primas do Património Oral e Imaterial da Humanidade", para distinguir os exemplos mais notáveis de espaços culturais ou formas de expressão popular e tradicional tais como as línguas, a literatura oral, a música, a dança, os jogos, a mitologia, rituais, costumes, artesanato, arquitectura e outras artes, bem como formas tradicionais de comunicação e informação. Foram realizadas três edições de Proclamações em 2001, 2003 e 2005.

A
Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial aprovada em Outubro de 2003 entrou em vigor a 20 de Abril de 2006. três meses após a data do depósito junto do Director Geral da UNESCO do 30º instrumento de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão.

A Convenção de 2003 tem por objectivos:
a) A salvaguarda do património cultural imaterial;
b) O respeito pelo património cultural imaterial das comunidades, dos grupos e dos indivíduos em causa;
c) A sensibilização, a nível local, nacional e internacional, para a importância do património cultural imaterial e do seu reconhecimento mútuo;
d) A cooperação e o auxílio internacionais, no quadro de um mundo cada vez mais globalizado, que ameaça uniformizar as culturas do mundo aumentando simultaneamente as desigualdades sociais.

Para efeitos desta Convenção, considera-se património cultural imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, os grupos e, sendo o caso, os indivíduos reconheçam como fazendo parte integrante do seu património cultural.

O património cultural imaterial manifesta-se nos seguintes domínios:
a) Tradições e expressões orais, incluindo a língua como vector do património cultural imaterial;
b) Artes do espectáculo;
c) Práticas sociais, rituais e eventos festivos;
d) Conhecimentos e práticas relacionados com a natureza;
e) Aptidões ligadas ao artesanato tradicional.

Portugal ratificou a Convenção no dia 26 de Março de 2008

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Património da Unesco em Portugal

Centro Histórico de Angra do Heroísmo nos Açores. 1983
Critérios:
C iv: excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitectónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade.
C vi: directa ou materialmente associado a acontecimentos ou tradições, ideias, crenças ou obras artísticas e literárias com um significado universal.

Breve descrição: Esta cidade, situada numa das ilhas do Arquipélago dos Açores, foi um porto de escala obrigatório desde o século XV até ao aparecimento dos barcos a vapor, no século XIX. As suas imponentes fortificações de São Sebastião e de São João Baptista, construídas há cerca de 400 anos, são um exemplo único de arquitectura militar.



Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém em Lisboa. 1983

Critérios:
C iii: proporciona um testemunho único ou pelo menos excepcional sobre uma tradição cultural ou de uma civilização mesmo que desaparecida.
C vi: directa ou materialmente associado a acontecimentos ou tradições, ideias, crenças ou obras artísticas e literárias com um significado universal.

Breve descrição: Mosteiro dos Jerónimos: Data de 1496 o pedido feito pelo rei D. Manuel à Santa Sé, no sentido de lhe ser concedida autorização para se erigir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do Tejo. Em 1501 começaram os trabalhos e aproximadamente um século depois as obras estavam concluídas.
O Mosteiro dos Jerónimos é habitualmente apontado como a "jóia" do estilo manuelino. Este estilo exclusivamente português, integra elementos arquitectónicos do gótico final e do renascimento, associando-lhe uma simbologia régia cristológica e naturalista, que o torna único e digno de admiração. Para ocupar o Mosteiro, D. Manuel escolheu os monges da Ordem de S. Jerónimo, que teriam como funções, entre outras, rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos mareantes e navegadores que da praia do Restelo partiam à descoberta de outros mundos. Hoje é revisto por cada um de nós não apenas como uma notável peça de arquitectura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade. Foi declarado Monumento Nacional em 1907 e em 1984 a UNESCO inscreveu-o como "Património Cultural de toda a Humanidade".

Torre de Belém: Proteger Lisboa e a sua barra tornou-se uma necessidade na época dos Descobrimentos. Teve o rei D. João II (1455-1495) a iniciativa de traçar um plano inovador e eficaz, que consistia na formação de uma defesa tripartida entre o baluarte de Cascais, a fortaleza de S. Sebastião da Caparica, na outra margem do rio, e uma terceira fortaleza, a Torre de Belém, que, devido à sua morte, coube a D. Manuel I, seu sucessor, a tarefa de mandar construir. Francisco de Arruda foi nomeado Mestre do Baluarte de Belém. A construção iniciou-se em 1514 e ficou concluída em 1520. Como símbolo do prestígio do Rei, a sua decoração ostenta a simbologia própria do Manuelino - calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas.
Na estrutura da Torre podemos distinguir duas partes: a torre, mais esguia e com quatro salas abobadadas, e o baluarte, de concepção moderna, mais largo e com a sua casamata onde, a toda a volta, se dispunha a artilharia. Actualmente é um referente cultural, um símbolo da especificidade do país que passa pelo diálogo privilegiado com outras culturas e civilizações.




Mosteiro da Batalha. 1983

Critérios:
C i: representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade.
C ii: testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das
artes monumentais, do ordenamento das cidades ou
da formação das paisagens.

Breve descrição: O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, erguido por voto de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses em Aljubarrota no ano de 1385, é o grande monumento do gótico final português, onde também nasceu o estilo manuelino, e um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.
O edifício monumental, cuja construção se iniciou por volta de 1386/87 sob a orientação do mestre português Afonso Domingues, compreende a Igreja em forma de cruz latina, com três naves e cinco capelas absidais, a Capela do Fundador, a Sacristia, o Claustro Real, a Sala do Capítulo, o Dormitório primitivo, o Claustro de D. Afonso V e o Panteão de D. Duarte ou Capelas Imperfeitas. Ainda em 1388 o rei D. João I entregou o Mosteiro à Ordem de S. Domingos de Gusmão, a qual até 1834 veio a prestigiar a Batalha.
Devido a vicissitudes diversas e, não obstante algumas campanhas de restauro, é muito pouco o acervo conservado que completava a obra arquitectónica, merecendo especial menção o que resta dos vitrais medievais, expostos na Igreja, Capela do Fundador e Sala do Capítulo.
Dotado o Mosteiro, em 1980, de uma estrutura administrativa própria e já na dependência do Ministério da Cultura, a sua acção visa contribuir para o estudo, compreensão e salvaguarda do Monumento, através de actividades de investigação, de divulgação e de conservação. Neste âmbito aí funciona o Centro de Conservação e Restauro da Batalha, formando técnicos para posterior intervenção na área específica do vitral. Pelo seu significado histórico e importância artística, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória foi classificado como Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, e inscrito, pela UNESCO, na Lista de Património Mundial. 


Convento de Cristo em Tomar.1983            

Critérios:
C i: Representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade.
C vi: Directa ou materialmente associado a acontecimentos ou tradições, ideias, crenças ou obras artísticas e literárias com um significado universal.


Breve descrição: Considerado património mundial pela UNESCO, desde Dezembro de 1983, o Convento da Ordem de Cristo e Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género: O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal. Dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes de Tomar.
O coração da fortaleza, a Alcáçova, com a torre de menagem, foi construída a Oriente; o lugar místico, a Igreja octogonal Templária, foi construída a Ocidente. Com o extermínio da Ordem pelas perseguições de Filipe o Belo, Rei de França, os Templários encontraram, em Portugal, a continuidade da sua sagrada missão de Cavalaria. Sob os auspícios de D. Dinis, é fundada a "Ordem dos Cavaleiros de Cristo", a qual foi durante quatro anos negociada pelo monarca com a Santa Sé, e veio a integrar pessoas e bens da extinta Ordem do Templo. É com a Ordem de Cristo que a nação portuguesa se abre para a empresa das descobertas marítimas do séc. XV. Tomar é então sede da Ordem, e o Príncipe Henrique o Navegador, o seu mestre. Com a expansão da fé cristã e do reino, também a sede da Ordem de Cristo se dilata.
Os séculos e a história de Portugal vão deixando, na arquitectura do Convento, testemunhos do tempo e dos homens que lidaram, bem ou mal, com os destinos da Pátria Portuguesa. Durante o governo do infante D. Henrique foram construídos dois claustros góticos no Convento. Com D. Manuel, a igreja Templária é prolongada para Ocidente por uma construção que serviria o Capítulo da Ordem. Profusamente impregnada pela simbólica dos Cavaleiros de Cristo, esta construção aloja na sua fachada ocidental a famosa Janela do Capítulo. D. João III que herda de D. Manuel, seu pai, o trono de Portugal pretende fazer profundas mudanças na Ordem, alterando as suas Regras e transformando os Cavaleiros em Monges. É a partir deste reinado que se iniciam importantes trabalhos de ampliação do Convento, com vista a consumar a Reforma da Ordem. Esses trabalhos vão continuar através de vários reinados e até ao século XVIII, deixando marcas de rara beleza das tendências artísticas que esses tempos viveram. É assim que o Convento de Cristo encerra no seu conjunto arquitectónico testemunhos da arte românica com os Templários, do gótico e do manuelino com as descobertas, prosseguindo com a arte do renascimento durante a reforma da Ordem, depois o maneirismo nas suas várias facetas para se confinar no barroco em ornamentos arquitectónicos.

Da estrutura arquitectural do Convento, além das edificações construídas em torno da igreja Templária, há a salientar o conjunto de quatro grandes claustros articulados por dois eixos em cruz latina, e também um aqueduto com 6 Km de extensão mandado edificar por Felipe II. Integra o domínio do Convento uma área de floresta e cultivo conhecida por Mata dos Sete Montes, porque está confinada por sete colinas de relevo acentuado. Foi o mais alto destes montes que os Templários escolheram para a edificação do seu templo octogonal.

                                                                                             



Centro Histórico de Évora.1988

Critérios:
C ii: testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das artes
monumentais, do ordenamento das cidades ou da formação das paisagens.

C iv: excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitectónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade.
Breve descrição: Esta vila-museu, que remonta à época romana, teve a sua idade de ouro no século XV, quando foi residência dos reis de Portugal. O seu carácter único vem das suas casas esbranquiçadas caiadas e decoradas de azulejos e balcões de forja que datam dos séculos XVI a XVIII. Os seus monumentos tiveram uma influência decisiva na arquitectura portuguesa no Brasil.



Mosteiro de Alcobaça. 1989

Critérios:
C i: representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade.
C iv: excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitectónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade.

Breve descrição: A Abadia de Alcobaça, inscrita na Lista de Património Mundial, pela UNESCO, é uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservação e à sua arquitectura, símbolo de Cister. Fundada em 1153, por doação de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, a actual abadia só começou a ser construída em 1178. A Igreja, iniciada como era prática corrente pela cabeceira, com três naves à mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatório, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.
A Abadia de Alcobaça, inscrita na Lista de Património Mundial, pela UNESCO, é uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservação e à sua arquitectura, símbolo de Cister. Fundada em 1153, por doação de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, a actual abadia só começou a ser construída em 1178. A Igreja, iniciada como era prática corrente pela cabeceira, com três naves à mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatório, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.
                              


Paisagem Cultural de Sintra.1995 

Critérios:
C ii: testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das artes monumentais, do ordenamento das cidades ou da formação das paisagens.

C iv: excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitectónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando  um ou mais períodos significativos da história da humanidade.

C v: excelente exemplo da criação humana ou da ocupação do território, representativa de uma cultura tradicional (ou de culturas), principalmente quando se tornam vulneráveis sob os efeitos de mutações irreversíveis.


Sintra foi, no século XIX, o primeiro foco da arquitectura romântica europeia. Fernando II aqui transformou as ruínas de um mosteiro em castelo onde a nova sensibilidade se exprimiu pela utilização
de elementos góticos, egípcios, islâmicos e da Renascença, e pela criação de um parque conjugando essências locais e exóticas.
Outras residências de prestígio foram construídas segundo o mesmo
modelo na serra e fizeram de este local um exemplo único de parques
e jardins que influenciou diversas paisagens na Europa.
Breve descrição: Sintra foi, no século XIX, o primeiro foco da arquitectura romântica europeia. Fernando II aqui transformou as ruínas de um mosteiro em castelo onde a nova sensibilidade se exprimiu pela utilização de elementos góticos, egípcios, islâmicos e da Renascença, e pela criação de um parque conjugando essências locais e exóticas. Outras residências de prestígio foram construídas segundo o mesmo modelo na serra e fizeram de este local um exemplo único de parques e jardins que influenciou diversas paisagens na Europa.

                                                                                                                                                           



Centro Histórico do Porto. 1996

Critérios:
C iv: Excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitectónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade.

Breve descrição: Na desembocadura do Douro, a cidade do Porto desenvolve-se nas colinas que dominam o rio e forma uma paisagem urbana excepcional, herdeira de uma história milenar. O seu crescimento continua, ligado à actividade marítima - foram os romanos que a baptizaram como Portus, ou seja, o Porto -, e insere-se na profusão de monumentos que se dispõem harmoniosamente, desde a sua Catedral com coro românico à Bolsa neoclássica, passando ainda pela igreja de Santa Clara, de estilo manuelino típico de Portugal.

Sítios Arqueológicos no Vale do Rio Côa. 1998

Critérios:
C i: representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade. A arte rupestre do Paleolítico superior do Vale do Côa é uma ilustração excepcional da expansão repentina do génio criador,  nos alvores do desenvolvimento cultural do homem.
C iii: proporciona um testemunho único ou pelo menos excepcional sobre uma tradição cultural ou de uma civilização mesmo que desaparecida. A arte rupestre do Vale do Côa expõe, de forma excepcional, a vida social, económica e espiritual dos primeiros ancestrais da humanidade.

Breve descrição: Esta excepcional concentração de gravuras rupestres do Paleolítico superior (de 22000 a 10000 anos a C.) constitui o exemplo mais importante das primeiras manifestações da criação artística humana, até agora desconhecido a um nível semelhante em qualquer outra parte do mundo.
                                                                                                                                                                                                           





Floresta Laurissilva na Madeira.1999           

Critérios:
N ii: Exemplar eminentemente representativo do processo ecológico  e biológico em curso na evolução e desenvolvimento de ecossistemas e comunidades de plantas e animais terrestres, aquáticos,
costeiros e marinhos.
N. iv: Abrange habitats naturais verdadeiramente representativos e de reconhecida importância para a conservação in situ da diversidade biológica, incluindo aqueles onde sobrevivem espécies ameaçadas
de valor universal excepcional sob o ponto de vista da ciência  ou da conservação.


Breve descrição: A floresta Laurissilva da ilha da Madeira, constitui na actualidade o remanescente de um coberto florestal primitivo que resistiu a cinco séculos de humanização. Segundo narrativas contemporâneas da descoberta da Madeira (1420), toda a ilha era coberta de extenso e denso arvoredo, razão pela qual os navegadores portugueses atribuíram o nome de "Madeira", à ilha.
Trata-se de uma floresta com características subtropicais, húmida, cuja origem remonta ao Terciário onde chegou a ocupar vastas extensões do Sul da Europa e da bacia do Mediterrâneo. As últimas glaciações levaram ao seu desaparecimento no continente europeu, sobrevivendo apenas nos arquipélagos atlânticos dos Açores, da Madeira e das Canárias.
A Laurissilva madeirense ocupa uma superfície de 15000 hectares (representando 20% do total da ilha), nas encostas viradas a Norte, revestindo de forma luxuriante as íngremes vertentes e os profundos e alcantilados vales do remoto interior, representando nos nossos dias a mais extensa e a melhor conservada Laurissilva das ilhas atlânticas.
Toda a área de ocorrência de Laurissilva integra o Parque Natural da Madeira, conferindo-lhe assim um forte estatuto de protecção. Em 1992 foi incorporada na rede de Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa e constitui Zona de Protecção Especial-ZPE, no âmbito da Directiva Aves.
A Laurissilva da Madeira ascendeu à qualidade de Património Mundial Natural da UNESCO em Dezembro de 1999.

A floresta Laurissilva apresenta um aspecto uniforme, sempre verde, ao longo de todo o ano, dado que a quase totalidade das árvores e dos arbustos que a compõem, nunca perdem a folha. Entre as árvores especial destaque merecem o Til, o Vinhático, o Loureiro e o Barbusano, todas da família das Lauráceas.
A Laurissilva dá abrigo a numerosos endemismos principalmente a nível dos estratos arbustivo e herbáceo. É de realçar também a grande diversidade e desenvolvimento que as comunidades de líquenes e de briófitos, principalmente as epífitas, apresentam.
As humidades trazidas pelos ventos dominantes de Nordeste, são retidas e condensadas pela Laurissilva que proporciona, assim, abundantes caudais de que dependem a irrigação dos campos agrícolas e o abastecimento de água aos centros urbanos.
O Tentilhão da Madeira (Fringilla coelebs maderensis), faz parte da peculiar avifauna da Laurissilva, onde é abundante. A par das aves, merece destaque a presença de inúmeros moluscos e insectos endémicos.
Desde os primórdios da colonização da ilha da Madeira, os caudais que a "floresta produtora de água" proporciona foram vitais para a economia da ilha. A partir da segunda metade do século XX, as águas, transportadas por extensas "levadas", passaram a produzir energia nas centrais hidroeléctricas.



                                               

Centro Histórico de Guimarães.2001

Critérios:
C ii: Guimarães é de um considerável significado universal, na medida em que aqui se desenvolveram técnicas especializadas de construção de edifícios durante a Idade Média que depois foram exportadas para as colónias portuguesas, na África e no Novo Mundo, transformando-se, mesmo, em características essenciais.
C iii: A história de Guimarães está intimamente associada com o estabelecimento da identidade nacional portuguesa e da língua portuguesa no século XII.

C iv: Guimarães, uma cidade excepcionalmente bem preservada, reflecte a evolução de alguns edifícios particulares desde os tempos medievais até ao presente, com particular incidência entre os séculos XV e XIX.

Breve descrição: O Centro Histórico de Guimarães encerra nas suas eclécticas edificações parte significativa da História do nosso território. Desde as habitações "terreiras", às de um e dois sobrados, a par de edifícios medievais tão emblemáticos, como o do Paço Condal, passando pela edificação das características residências nobiliárquicas - as denominadas "Casas-Torre" -, tudo contribuiu para o carácter verdadeiramente ímpar deste conjunto arquitectónico, evidenciado por uma intensa construção de "paços" urbanos a partir do século XV. Ao longo do século XVI foram-se criando outras tipologias habitacionais aristocráticas, que, no seu conjunto, conferiram uma imagem muito própria a este centro, e das quais se destaca a singularidade formal e decorativa das suas fachadas, o cuidado aposto no aparelho das suas cantarias, bem como a frequente colocação de pedras de armas.
E, se o século XVII se pautou por uma diversificação tipológica residencial, também se assistiu a uma acentuada uniformização da altura dos edifícios, com a presença de um piso térreo e de dois sobrados, bem como a ausência de cornijas e consequente assentamento da cobertura directamente sobre o topo das fachadas e avanço dos beirais sobre os arruamentos. Entretanto, foi com o derrube sistemático das muralhas da cidade ao longo do século XIX que se criaram diferentes conjuntos urbanos em conjugação com os novos ideais burgueses, enquanto no século XX se assistiu à edificação de infra-estruturas imprescindíveis às novas vivências quotidianas, sempre com o cuidado de as integrar harmoniosamente na malha urbana pré-existente.
                                                                                                             



Alto Douro Vinhateiro.2001

Critérios:
C iii: testemunhe um importante intercâmbio de valores da humanidade durante um período determinado ou numa dada área cultural, tendo influenciado o desenvolvimento da arquitectura ou da tecnologia, das artes monumentais, da planificação das cidades ou da criação de paisagens;
 C iv: se apresente como exemplo eminente de um tipo de construção ou de um tipo de conjunto arquitectónico ou de paisagem ilustrando um período ou períodos significativos da história da humanidade;
C v: constitua um exemplo tradicional iminente de estabelecimento humano ou de ocupação do território (solos/mar), representativo de uma cultura (ou de culturas), sobretudo se se tornar vulnerável sob o efeito de mutações irreversíveis;


Breve descrição: O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a acção ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. Esta relação íntima entre a actividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor único, onde as características do terreno são aproveitadas de forma exemplar, com a modelação da paisagem em socalcos, preservando-a da erosão e permitindo o cultivo da vinha. A região produz o famoso vinho do Porto, representando o principal vector de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia locais. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possível a fixação das populações desde a longínqua ocupação romana, e dele resultou uma realidade viva e em evolução, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na optimização dos recursos naturais e na preservação das ambiências.




Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico. 2004

Critérios:
C iii: um exemplo notável de paisagem que ilustra uma resposta unica da vinicultura que transforma numa pequena ilha vulcânica após a chegada dos primeiros colonos no século XV
C v: os colonos transformaram uma paisagem rochosa e aparentemente improdutiva, numa extraordinária paisagem de pequenos talhões cintados de muros de pedra talhada pelo homem testemunho do trabalho de gerações de pequenos agricultores que, num ambiente hostil, conseguiram criar um modo de vida e um vinho de grande qualidade.


Breve descrição: A paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, ocupa uma área total de 154,4 ha, envolvida por uma zona tampão de 2445,3 ha e é composta por dois sítios - o lajido da Criação Velha e o lajido de Santa Luzia. Estes sítios foram eleitos por constituírem excelentes representações da arquitectura tradicional, do desenho da paisagem e dos elementos naturais, partes integrantes da “Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico” (PPIRCVIP). Os lajidos da Criação Velha e de Santa Luzia, estão implantados em extensos campos de lava caracterizados por uma extrema riqueza e beleza geológica e paisagística.
A diversidade faunística e florística aí presente está associada a uma abundância de espécies e comunidades endémicas, raras e com estatuto de protecção.
As vinhas que produzem o vinho do Pico, eram e são plantadas nas fendas existentes em finas bancadas de basalto, o que confere à paisagem daí resultante um carácter único. Como já foi referido anteriormente, com árduo labor e muito esforço o Homem introduziu bacelos numa vastidão de rocha negra e dura, até então considerada totalmente improdutiva. Devido à ocorrência de ventos fortes provenientes de todos os quadrantes e ao rossio do mar, foram elevados muros de abrigo com a pedra basáltica retirada do próprio local, que deram origem a uma estrutura reticulada, planeada para tirar o máximo proveito do terreno e para facilitar o transporte e armazenamento das colheitas, bem como o escoamento do produto final. Bem junto à linha da costa, um longo e acidentado caminho foi sendo definido no basalto pela passagem do rodado dos carros de bois. Outro, com alinhamento aproximadamente equidistante do primeiro, a atravessar mais elevadas cotas do interior, delimitava superiormente a área de produção, para cima do qual se via obrigada a morar a maior parte dos trabalhadores.

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/patrimoniomundial/Pages/default.aspx