Este blog foi criado para apoio e arquivo das aulas de Cidadania e Profissionalidade - área de competência dos cursos de Educação e Formação de Adultos. Inclui vários documentos de trabalho bem como trabalhos de alunos da Escola Sec c/ 3º ciclo Ferreira Dias.
Nota: no rodapé do blog é possivel o download dos documentos em word.
- Formadora: Margarida Gomes
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Objectivos do Millenium

A Declaração do Milénio, adoptada em 2000, por todos os 189 Estados Membros da Assembleia Geral das Nações Unidas, veio lançar um processo decisivo da cooperação global no século XXI. Nela foi dado um enorme impulso às questões do Desenvolvimento, com a identificação dos desafios centrais enfrentados pela Humanidade no limiar do novo milénio, e com a aprovação dos denominados Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (MDGs) pela comunidade internacional, a serem atingidos num prazo de 25 anos, nomeadamente:

  1. Erradicar a pobreza extrema e a fome
  2. Alcançar a educação primária universal
  3. Promover a igualdade do género e capacitar as mulheres
  4. Reduzir a mortalidade infantil
  5. Melhorar a saúde materna
  6. Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
  7. Assegurar a sustentabilidade ambiental
  8. Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento
Foram ainda aí estabelecidas metas quantitativas para a maioria dos objectivos, com vista a possibilitar a medição e acompanhamento dos progressos efectuados na sua concretização, ao nível global e nacional.
À Declaração do Milénio, sucederam-se um conjunto de conferências internacionais, nomeadamente a Conferência sobre o Financiamento do Desenvolvimento que teve lugar, em Março de 2002, em Monterrey. O chamado Consenso de Monterrey veio, por um lado, reafirmar o empenho da comunidade doadora e dos países beneficiários da ajuda na procura de fontes de financiamento inovadoras e alternativas, na criação de um novo espírito de parceria e de um novo conceito de cooperação para o desenvolvimento, assentando numa abordagem holística – colocando a tónica na inter-relação entre o comércio, o financiamento e o desenvolvimento. Significou, por outro lado, a renovação da vontade política da comunidade de doadores relativamente aos MDGs, com especial destaque para a erradicação da pobreza.
 A UE que é, no seu conjunto, responsável por mais de 50% da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) mundial, afirmou-se como um parceiro-chave deste processo. A Cimeira Mundial do Desenvolvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo, em Setembro de 2002, veio, finalmente, fornecer um impulso fundamental ao estabelecimento das Parcerias (entre países do Norte e países do Sul e entre os sectores público e privado), fechando, assim, um triângulo do qual faz parte também a Conferência de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Portugal tem participado e acompanhado toda esta discussão nas várias instâncias internacionais, com fortes implicações para a cooperação para o desenvolvimento. Os compromissos assumidos por todos os doadores foram também compromissos assumidos pela Cooperação Portuguesa, consubstanciando-se no objectivo último da luta contra a pobreza, com vista à sua erradicação, objectivo central dos MDGs.
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Sites recomendados:




quinta-feira, 26 de maio de 2011

Objectivos do Milénio







Globalização e desigualdades sociais

Globalização e desigualdades sociais
Os 20% da população mundial, que vive nos países mais ricos, viu sua renda crescer entre 1960 e 1995 de forma fantástica, aprofundando o fosso da desigualdade no mundo. Ela passou de 30 a 82 vezes superior à renda dos 20% da população mundial dos países mais pobres. Os 20% mais pobres do planeta têm que dividir entre si 1,4% da renda mundial (Pnud, 1997). Sobram alimentos no mundo, no entanto 800 milhões de seres humanos passam fome, dos quais 500 milhões sofrem de subnutrição crónica (Pnud, 1966).

Princípios e valores éticos estão na base da crítica ao processo de globalização económico-financeira, regulada pela lei selvagem do mais forte em termos de mercado e pela repressão policial-militar, se necessário for, a serviço da estratégia de busca de lucros e acumulação dos grandes conglomerados multinacionais.
Outro mundo é possível? Qual é este outro mundo?
Certamente plural e diverso como somos, includente e solidário para dar lugar a todos, de liberdade e participação como condição da afirmação da dignidade humana para todas as pessoas, democrático e multipolar.
Diante da diversidade de culturas, religiões e estilos de vida, de situações geográficas, processos e estruturas, diversidade de género e etnias, de idade e opções que nos caracterizam, pela primeira vez na história humana temos, em escala planetária, possibilidades reais de nos reconhecermos na qualidade comum de cidadãs e cidadãos, compartindo os mesmos recursos.
Enfim, contra a homogeneidade dos mercados e o pensamento único da globalização, buscamos um mundo em permanente construção, fundado na promoção de todos os direitos humanos para todos os seres humanos e no acesso e uso solidário, responsável e sustentável dos recursos naturais de que dispomos.
 Trata-se da consciência de humanidade na diversidade do que somos e da consciência dos limites e possibilidades de nosso maior património e bem comum, a natureza que nos dá vida. Consciência que se expressa na radicalidade de reconhecer-nos todas e todos como portadores dos mesmos e iguais direitos, nossa comum cidadania no planeta Terra.
Na verdade, vivemos num mundo invertido. Em vez de a economia servir à sociedade, é a sociedade que se vê subjugada à economia.
Estamos diante de uma encruzilhada de civilização e não só de um problema económico. Pela primeira vez, não é a escassez o nosso problema, mas o modo de produção e a distribuição da abundância. Não faltam recursos. Pelo contrário, está em questão o modo de gestão.
Por isso, é a desigualdade, e não mais a pobreza em si, o grande e central problema. A pobreza que temos não é fruto da escassez, da falta de crescimento económico, mas da injustiça social.

Cândido Grzybowski (adaptado)

Fórum Social MundialO Fórum Social Mundial (FSM) é um evento organizado por movimentos sociais de diversos continentes, com objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global. Seu slogan é Um outro mundo é possível.O número de participantes tem crescido nas sucessivas edições do Fórum: de 10 000 a 15 000 no primeiro fórum, em 2001, a cerca de 120 000 em 2009, com predominância de europeus, norte-americanos e latino-americanos, exceto em 2004, quando o evento foi realizado na Índia.
O que traz de novo o Fórum Social Mundial (FSM) para o debate sobre a globalização?
A força motriz do FSM é a emergência de uma nova consciência, atravessando novos e antigos movimentos sociais, organizações e entidades da sociedade civil, redes, alianças, coalizões e campanhas mundiais.
Wikipedia (adaptado)

Fórum Social Mundial (FSM) 2011
Tempo de crises globais mais complexas
Mario Osava, da IPS
O neoliberalismo, com sua globalização financeira, foi o inimigo que mobilizou os ativistas das mais diversas origens que há dez anos inauguraram em Porto Alegre o Fórum Social Mundial (FSM), instância de reflexão e articulação por “outro mundo possível”. Em sua décima-primeira edição, que começa no dia 6 em Dacar, o FSM encontra um mundo onde as políticas neoliberais perderam sentido e a ameaça é um colapso por variadas crises combinadas, como as financeira, climática, alimentar e hídrica.
O imperialismo norte-americano, outro alvo preferencial dos altermundistas, perdeu grande parte de seu poder econômico, enquanto a China emerge como outra superpotência também com práticas coloniais, embora sem militarismo nem exportação de suas crenças e seu modo de vida, pelo menos neste momento. O dinamismo dos grandes países chamados “em desenvolvimento” tirou centenas de pessoas da extrema pobreza, mas as desigualdades no mundo e dentro de cada Estado continuam intoleráveis, bem como a fome em muitas partes do mundo.
A ameaça climática se faz presente no aumento de mortes, refugiados e perdas agrícolas devido aos eventos extremos. Um grande poder destrutivo permanece nas finanças, com US$ 860 trilhões em investimentos especulativos circulando no mundo, segundo o Banco de Pagamentos Internacionais. Esta soma equivale a 13 vezes o produto mundial bruto.
Tudo se agrava pelo “desgoverno planetário”, pela falta de instituições capazes de enfrentar “problemas globais”, segundo o economista brasileiro Ladislau Dowbor, que leva à capital do Senegal ideias de um grupo de intelectuais que, sob o título “Crises e Oportunidades”, discute soluções sistêmicas para os problemas convergentes.
Não é sustentável a crescente concentração da riqueza que leva dois terços da humanidade à exclusão do progresso, vivendo com 6% da renda mundial, como tampouco o é seguir no “Titanic ambiental”, esgotando os recursos naturais, “o solo e a vida marítima”,

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Globalização

Os conceitos
O conceito globalização surgiu em meados da década de 1980, a qual vem substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização.
O movimento de globalização ou mundialização da economia envolve, segundo a OCDE, três aspectos ou linhas distintas:
a) A internacionalização ou desenvolvimento dos fluxos de trocas entre países (em vez de dentro de um mesmo país) – como no caso das uvas e pêssegos espanhóis, com odor mas sem sabor, em substituição da tradicional e saborosa fruta portuguesa.
b) A transnacionalidade – na localização ou implantação de empresas e fluxos de investimento (deslocalização), dependente da liberdade de estabelecimento, e a procura de dimensão à escala mundial, dando lugar a um número e volume de fusões e aquisições sem precedente.
c) E a globalização, propriamente dita, que corresponde à criação ou desenvolvimento de redes mundiais de produção, distribuição e informação.


Globalização ou mundialização é a interdependência de todos os povos e países do nosso planeta, também denominado "aldeia global".
As notícias do mundo são divulgadas pelos jornais, rádio, TV, Internet e outros meios de comunicação. O mundo assistiu ao vivo e a cores em 11 de Setembro, ao atentado ao World Trade Center (as torres gémeas), à invasão americana ao Iraque, etc.
Com toda essa tecnologia ao serviço da humanidade, dá a impressão que o planeta terra ficou menor.
Podemos também observar que os bens de consumo, a moda, a medicina, enfim a vida do ser humano sofrem influência directa dessa tal Globalização.
Hoje uma empresa produz um mesmo produto em vários países e exportam para outros. Também podemos observar a fusão de empresas. Tudo isto tem como objectivo baixar os custos de produção e aumentar a produtividade. Assim, produtos semelhantes são encontrados em qualquer parte do mundo.


A Globalização em qualquer momento do quotidiano 1
Você vai com os amigos comer um hamburger e beber Coca-Cola ao McDonald’s. Em seguida, vai ao cinema ver um filme de Steven Spielberg e volte para casa num carro Ford ou num autocarro Mercedes. Ao chegar, o telefone toca. Você atende num aparelho fabricado pela Siemmens e ouve um amigo lembrando-o de um videoclipe que começou há instantes na televisão: Michael Jackson. Você corre e liga o aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar o clipe, decide ouvir um CD do grupo Simply Red gravado pela BMG Ariola Discos, de propriedade da Warner, em seu equipamento Philips.
Na verdade, não há actividades que escapem aos efeitos da globalização do capitalismo no mundo. Quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse curto programa de algumas horas em apenas um dia.?


A Globalização em qualquer momento do quotidiano 2
Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: A Morte da Princesa Diana ...
Pergunta: Por quê?
Resposta:
Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadiano, que usou medicamentos americanos. Este mail é enviado a ti por um português, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, estás a ler o mail num computador genérico que usa chips feitos emTaiwan com um monitor coreano montado por trabalhadores do Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a ti por chineses, através de uma conexão paraguaia
Isto é, *GLOBALIZAÇÃO !!!*


A Globalização vista por Cavaco Silva
A globalização, ou mundialização como alguns preferem, traduz a crescente interligação e interdependência entre os países em resultado da liberalização dos fluxos internacionais de comércio, de capitais, de tecnologias e de informação e do aumento da mobilidade das pessoas que se têm vindo a verificar depois da 2ª guerra mundial.


Não é um processo novo. Nos finais do século XIX e princípios do século XX, verificou-se um movimento de integração económica internacional de proporções não menos fortes do que aquele a que se tem assistido nos últimos 50 anos. Chegou ao fim com a onda de nacionalismo e proteccionismo que varreu o globo no período 1914-1945.


São vários os factores impulsionadores da globalização de que hoje tanto se fala.
Por um lado, a redução das barreiras aos movimentos internacionais de mercadorias, serviços e capitais que tinham sido erguidas nos anos 30 e a diminuição substancial dos custos de transporte.


As transacções diárias nos mercados cambiais no mundo ultrapassam hoje 3 triliões de euros, trinta e cinco vezes mais do que no princípio dos anos 80.


Por outro lado, a globalização tem sido impulsionada pela redução dos custos de comunicação e difusão de informação e ideias, em resultado dos grandes avanços tecnológicos nos domínios das telecomunicações e informática, com destaque para a Internet.
Por exemplo, o preço de uma chamada telefónica de 3 minutos de Nova Iorque para Londres é hoje 160 vezes mais barato do que em 1960.

Anibal Cavaco Silva. Congresso Nacional da Associação Cristã de Empresários e Gestores.ACEGE. Centro Cultural de Belém. 20 de Setembro de 2002

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CENSURA NA REDE? Como? Quem? Porquê?

 A liberdade de informação, a manipulação de imagens digitais e a censura.
Esses três tópicos estão na raiz do problema de qual informação as pessoas podem ter acesso pela Internet e o que elas podem fazer sobre a manipulação de imagens pornográficas. Esta discussão pode auxiliar os provedores de acesso, que são comandados por profissionais da área de computação, sobre como se comportar em relação à censura de material armazenado no site, que é de responsabilidade dos usuários.
Essas situações dão origem a quatro assuntos em que os materiais disponíveis na Internet são mais preocupantes e sobre os quais, com alta frequência, é levantada a questão da censura:
-pornografia,
-linguagem odiosa-informação que pode apoiar actividades perigosas
- "dano virtual".


A pornografia na Internet bombardeia as nossas crianças, pré-adolescentes e jovens forçando uma precocidade sexual antinatural e perversa. Em princípio, esta pornografia estaria disponível em outros meios também, mas a divulgação rápida e o difícil controle é o que mais preocupa.
Os materiais com linguagem odiosa são provenientes de grupos que divulgam mensagens de ódio e racismo sem nenhum controle, algo que não conseguiriam usando outros meios de comunicação. As informações que podem apoiar actividades consideradas perigosas para o ser humano ou ao meio ambiente podem ser as mais variadas possíveis como, por exemplo, instruções sobre como fabricar bombas.
O "dano virtual" é aquele que ocorre no mundo real devido a acontecimentos no mundo virtual. È o caso de jogos violentos. Crianças passam horas matando-se uns aos outros no espaço virtual. O jogo em sim, não irá tornar uma criança ou um adolescente, uma pessoa mais violenta. Mas aqueles que já tiverem uma predisposição para violência e não tiverem uma base familiar, sentirão mais confortáveis em cometer um acto criminoso depois de jogarem esses jogos violentos.

Outro ponto a ser levantado é a manipulação de imagens na Internet. Hoje em dia com vários softwares de edição de imagens disponíveis na Internet e de forma gratuita, fica mais fácil de manipular imagens e jogar estas na rede. Isto corresponderia a uma forma de mentira e de engano, e se as imagens causar danos a terceiros, pode estar sujeito a censura.
Segundo especialistas no assunto, policiar um sistema tão vasto e com tantos recursos técnicos seria uma tarefa extremamente cara e de resultado incerto. Embora seja possível bloquear o acesso aos sites publicamente conhecidos como pornográficos, os programas de filtro de conteúdo, frequentemente apresentados como alternativa para impedir o acesso às páginas inconvenientes, são de eficácia duvidosa.
As páginas contendo pornografia infantil vivem à sombra da clandestinidade. Tratando-se de actividade claramente criminosa não estão presentes nos catálogos de endereços. Como os filtros costumam apoiar-se em palavras-chave como sexo, acabam não só impossibilitando o ingresso em endereços pornográficos, mas também em páginas científicas, educativas, etc. Paradoxalmente, conteúdos moralmente corrosivos, mas redigidos com o cuidado de evitar as palavras "proibidas", seriam exibidos. O bloqueio de fotos (ou imagens) é tecnicamente ainda mais complicado. Afinal, precisar automaticamente o conteúdo de uma imagem.é o principal problema da área de pesquisa conhecida como "visão computacional".
Algumas medidas, no entanto, podem ser adoptadas. Quando identificados, os responsáveis pela divulgação de pornografia infantil, racismo ou incitamento ao ódio, devem ser rigorosamente punidos. A censura prévia, indesejável e tecnicamente inviável, não elimina o necessário enquadramento do criminoso comprovado. Pode-se, também, estimular mecanismos de auto-regulamentação. Associações poderiam definir um código de ética e conferir selos de qualidade para quem assumisse o compromisso de não difundir material imoral ou anti-social, publicar listas negras com nomes dos indesejáveis do ciberespaço, etc.
Os problemas levantados pelo mau uso da Internet, são infinitamente menores que os benefícios trazidos por esse fascinante canal de aproximação dos povos, de democratização dos conhecimentos e de globalização da solidariedade. Os seus desvios não serão resolvidos por meio de tutelas governamentais. Na verdade, a Internet salienta uma nova realidade: chegou para todos, sobretudo para a família, a hora da liberdade e da responsabilidade. Se a família não cumprir o seu papel, não será o paternalismo do governo que preencherá esse espaço com a devida competência. Não há regulamento capaz de suprir a ausência da família. A educação para o exercício da liberdade é o grande desafio dos nossos dias.
Como salientou matéria do The Economist, "ao atingir tantas pessoas, com tanta facilidade, a Internet pode resultar, ironicamente, em que as pessoas precisem menos dos governos, à medida que coloca a tecnologia nas mãos de quem a quiser. Os crivos contra a pornografia não são perfeitos, mas são menos permeáveis do que os toscos instrumentos brandidos pelos censores do governo". A aventura da liberdade, desguarnecida de ilusórias intervenções do Estado, acabará gerando uma sociedade mais consciente e amadurecida.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ética na internet e globalização do acesso à informação




INTERNET E GLOBALIZAÇÃO DO ACESSO À INFORMAÇÃO
A  Internet foi criada para suprir as necessidades do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que necessitava de uma rede de computadores que não podia ser destruída por bombardeios e que conseguia ligar pontos considerados estratégicos para o país. Criada nos anos 60, no auge da Guerra Fria, a internet é hoje um veículo indispensável às empresas e instituições. Para a globalização a internet é de grande importância, e interfere nas diferenças culturais e na forma de pensar das pessoas. Como todos os veículos que revolucionaram o sistema mundial, existem pontos negativos e positivos em seu uso. Pode acarretar um enriquecimento ou decadência da sociedade, depende do conteúdo que cada indivíduo encontra e se interessa na internet. Por ser um veículo instantâneo, de alcance mundial, descentralizado, interativo, flexível e que movimenta um número surpreendente de pessoas, a Internet vem sofrendo alguns problemas éticos desde o seu aparecimento.

Os três principais serviços disponíveis na internet relativos à disponibilização de informações são a troca de mensagens, a transferência de arquivos e o acesso a informações armazenadas na WWW (Web, World Wide Web ou teia).
O acesso a um grande número de informações disponível às pessoas, com ideias e culturas diferentes, pode influenciar o desenvolvimento moral e social das pessoas. A criação dessa rede beneficia em muito a globalização, mas também cria a interferência de informações entre culturas distintas, mudando assim a forma de pensar das pessoas. Isso pode acarretar tanto uma melhoria quanto um declínio dos conceitos da sociedade, tudo dependendo das informações existentes na Internet.
Essa praticidade em disseminar informações na Internet contribui para que as pessoas tenham o acesso a elas, sobre diversos assuntos e diferentes pontos de vista. Mas nem todas as informações encontradas na Internet podem ser verídicas. Existe uma grande força no termo "liberdade de expressão" quando se fala de Internet, e isso possibilita a qualquer indivíduo publicar informações ilusórias sobre algum assunto, prejudicando, assim, a consistência dos dados disponíveis na rede.


ÉTICA E INTERNET - CRIMES NO ESPAÇO CIBERNÉTICO

Os crimes mais usuais na rede são:
E-mails com arquivos anexados como ".exe", ".scr" ou qualquer outra extensão desconhecida,: o melhor a fazer é não abrir arquivos com qualquer extensão desconhecida;
• E-mails com pedidos de actualização de dados bancários e senhas
(phishing): os bancos costumam fazer essas actualizações na caixa electrónica ou nas próprias agências;
• E-mails que afirmam que o internauta esta numa “lista negra”;• E-mails que anunciam que o usuário foi contemplado com um prémio: para ganhar um prémio é necessário a participação na promoção.

Um dos problemas enfrentados no mundo cibernético são os crimes bancários e financeiros. O comportamento criminoso no mundo real é igualmente um comportamento criminoso na internet, as autoridades civis têm o dever e o direito de fomentar as leis existentes em todos os contextos. Tudo que é falta de ética na vida real pode ser aplicado para a realidade virtual.São necessários novos regulamentos para abordar crimes específicos, praticados na Internet, como a disseminação de vírus de computador, o furto dos dados pessoais armazenados nos discos rígidos, e outros semelhantes.


Questões éticas no uso da Web

-Plágio
Apesar de ser bastante corriqueiro o hábito de copiar materiais existentes na internet essa prática é ilegal. O plagiador quase sempre copia na íntegra o material já existente, não checa suas informações para saber a veracidade dos textos ou das imagens e muitas vezes utiliza informações desactualizas. A internet pode ser uma grande fonte de pesquisa, mas para utilizá-la é necessário citar a fonte proposta e aperfeiçoar o que for utilizado. Essa é a única garantia de tornar a internet um veículo seguro e de credibilidade.
Um outro facto relevante sobre a Internet é o plágio, já que é muito comum as pessoas copiarem o material disponível. "O plagiador raramente melhora algo e, pior, não actualiza o material que copiou. O plagiador é um ente daninho que não colabora para deixar a Internet mais rica; ao contrário, gera cópias degradadas e desactualizadas de material que já existe, tornando mais difícil encontrar a informação completa e actual"Ao fazer uma cópia de um material da Internet, deve-se ter em vista um possível melhoramento do material, e, melhor, fazer citações sobre o verdadeiro autor, tentando-se, assim, ao máximo, transformar a Internet num meio seguro de informações.
Nesse consenso, o usuário da Internet deve ter um mínimo de ética, e tentar, sempre que possível, colaborar para o desenvolvimento da mesma. O usuário pode colaborar, tanto publicando informações úteis ou melhorando informações já existentes, quanto preservando a integridade desse conjunto. Ele deve ter em mente que algum dia precisará de informações e será lesado se essas informações forem ilusórias.



-Liberdade de expressão
-Divisão digital
Existe uma divisão digital que separa os grupos dentro (ou fora) da internet. A faixa etária dos internautas é um dos divisores de água no ciber espaço. A diferença entre pessoas “on-line” e “off-line” também está relacionada à educação. Também existe uma exclusão social ao acesso a internet às pessoas menos favorecidas economicamente. É necessário encontrar meios para que toda a população possa usufruir o espaço cibernético, suprir as necessidades relativas à informação on line e implantar serviços abrangentes, disponíveis gratuitamente. As instituições públicas têm a particular responsabilidade de criar e manter sites atualizados e de fácil acesso.
Negar o acesso à informação, pela internet ou outros veículos de comunicação, é uma forma de manipular o público mediante a desinformação e a propaganda. Impedir a liberdade de expressão e de opinião é uma afronta ao jornalismo honesto e admirável. Os regimes autoritários são absolutamente os piores agressores.

-Caixa de email cheia
A maioria dos e-mails existentes dentro uma caixa de entrada são de propagandas feitas para atingir um público que não apenas deixará de consumir tal produto como também cria uma imagem negativa do mesmo. A venda de mailing ou de dados sigilosos pela internet, sem a devida autorização dos seus destinatários, é antiético e um abuso da propaganda.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ética Profissional


Os Códigos de Ética Profissionais tem por objetivo estabelecer os princípios ético-morais pelos quais os profissionais devem seguir e aplicar. Eles regulam a actuação deles, sendo que cada profissão possui o seu código.

As leis de cada profissão são elaboradas com o objectivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA.


1.O que é Ética Profissional?
Toda a fase de formação profissional, a aprendizagem das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área, deve incluir a reflexão acerca da ética profissional. Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício.
Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou paralelamente aos estudos, e inicia uma actividade profissional sem completar os estudos ou em área que nunca estudou, aprendendo na prática. Isto não exime você da responsabilidade assumida ao iniciar esta actividade! O facto de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o facto de exercer actividade remunerada onde não pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir. Um jovem que, por exemplo, exerce a actividade de caixa de supermercado durante o dia e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre seu futuro na outra profissão, mas deve sempre reflectir sobre sua prática actual.

2. Algumas perguntas sobre ética profissional
Como está cumprindo as suas responsabilidades, o que esperamde si , o que deve fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo?
Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo correctamente minha actividade?
É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as actividades que uma pessoa pode exercer.
Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a actividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior de Actividades que dependem do bom desempenho desta, bem como uma postura pró-ativa.
3. Ética Profissional: Pontos para sua reflexão:
Actualização, Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas, responsabilidade, corresponder à confiança que lhe é depositada...
Glock, RS, Goldim JR. Ética profissional é compromisso social. Mundo Jovem (PUCRS, Porto Alegre) 2003;XLI(335):2-3, .http://www.ufrgs.br/bioetica/eticprof.htm (adaptado)

Deontologia
O termo Deontologia surge das palavras gregas “déon, déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado. Sendo assim, a deontologia seria o tratado do dever ou o conjunto de deveres, princípios e normas adoptadas por um determinado grupo profissional. A deontologia é uma disciplina da ética especial adaptada ao exercício da uma profissão. Existem inúmeros códigos de deontologia, sendo esta codificação da responsabilidade de associações ou ordens profissionais. Regra geral, os códigos deontológicos têm por base as grandes declarações universais e esforçam-se por traduzir o sentimento ético expresso nestas, adaptando-o, no entanto, às particularidades de cada país e de cada grupo profissional. Para além disso, estes códigos propõem sanções, segundo princípios e procedimentos explícitos, para os infractores do mesmo. Alguns códigos não apresentam funções normativas e vinculativas, oferecendo apenas uma função reguladora.


 

Deontologia profissional. Sites recomendados: